Prof. Juan Cisneros ⚒️🐉
@cisneros
Paleontólogo na UFPI, Teresina. Leio os ossos e as rochas. Desvendo o passado. Imigrante. Anticolonialista. Repatriação. Restituição. 🇸🇻 🇧🇷 🇿🇦
Um tronco petrificado, mais antigo que os dinos, aflorando na margem do rio Poty, e prédios no fundo. Teresina é a única cidade do mundo onde você consegue tirar uma foto assim. #FossilFriday
Pense: Esta árvore viveu na Era Paleozoica, já era um fóssil quando o primeiro dinossauro pisou na Terra. E continua em pé. Floresta Petrificada de Teresina, Rio Poty.
O sorriso mais antigo do Maranhão. Este fóssil foi encontrado em 2011 em Timon-MA, o primeiro de muitos anfíbios de uma nova espécie que batizamos de Timonya anneae, em homenagem ao município. Viveu há 280 milhões de anos no Período Permiano. #FossilFriday
Olha que legal. Um gafanhoto de 110 milhões de anos saiu do Brasil contrabandeado mas foi devolvido pela Alemanha. É uma nova espécie e ganhou o nome de 𝘈𝘶𝘳𝘰𝘳𝘢𝘭𝘰𝘤𝘶𝘴𝘵𝘢 𝘳𝘦𝘴𝘵𝘪𝘵𝘶𝘵𝘢 = "Lagosta do amanhecer restituída" Hoje ele dorme tranquilo no Museu de Paleontologia em Santana do Cariri-CE.
Um mamute e dois felinos-dente-de-sabre cheios de otimismo. Foto no Museu Real Tyrrell, em Alberta, Canadá. #FossilFriday
Brazilichthys macrognathus, o "peixe do Brasil de boca grande", foi um dos predadores de topo nos ambientes lacustres do Período Permiano no Piauí e o Maranhão. Algumas mandíbulas de Brasilichthys chegam a ter quase 40cm.
A tartaruga terrestre Basilemys viveu no Canadá 77 milhões de anos atrás. #FossilFriday
Apenas um crânio de Entelodon, também apelidado de "porco-do-inferno". Viveu uns 30 milhões de anos atrás em Ásia-Europa. Entelodon media +2m de comprimento, algumas espécies podendo chegar a 1,7m de altura e + de meia tonelada de peso. Foto tirada no Museu Royal Tyrell, no Canadá. #FossilFriday
Parabéns Ciência Hoje! Ética e ciência têm que ir sempre da mão.
Esta é uma das mais antigas mães que conhecemos. Heleosaurus scholtzi e seus filhinhos viveram na África do Sul antes dos dinossauros, há mais de 260 milhões de anos. Feliz dia das mães!
Este é um tronco petrificado de Grammatopteris, uma samambaia do tamanho de um coqueiro, que viveu no Tocantins há uns 280 milhões de anos. Este gênero fóssil também ocorre na França e na Alemanha. #fossilfriday
O dinossauro que irritou paleontólogos colonialistas vai voltar pra casa após mais de 30 anos na Alemanha. Irritator challengeri é do Nordeste e ele vem pra ficar. Foto por Felipe Pinheiro.
O Brasil está prestes a ganhar uma restituição muito importante. O dinossauro que irritou os gringos vai voltar. Um resultado da nossa luta e da coordenação com o governo BR. Aqui a palavra não é "ceder". Não se cede o que foi obtido de maneira ilegal. É devolver, restituir. #IrritatorBelongstoBR
Apenas um tronco petrificado passando por aqui. Ele pertence a uma gimnosperma (pinheiros, araucárias e companhia) e viveu na Era Paleozoica. Duque Bacelar, MA. #FossilFriday
Um galinho petrificado passando por aqui. Data do Período Permiano da Era Paleozoica, encontrado em Miguel Alves. #Fossilfriday
Tanyka amnicola viveu no Piauí e no Maranhão antes dos dinossauros. Ilustração por Felipe Alves Elias. www.paleozoobr.com/c%C3%B3pia-l...
optou por ocupar um nicho ecológico pouco explorado. Este tetrápode bizarro foi uma forma de sucesso no início do Período Permiano, atestado pelo fato de ter uma ocorrência comprovada em vários municípios da Bacia do Parnaíba, e mostra quão original algumas estratégias de vida podem ser. +
Ao abrir a boca, a mandíbula faria um pequeno movimento de giro no seu eixo, isso explicaria um pouco a posição "torta" dos seus dentes, que aparentemente ficam "pra fora". Os anfíbios de hoje são quase totalmente carnívoros, e os da Era Paleozoica também. Tanyka amnicola +
(referência ao leito do Riacho Pedra de Fogo). Essa mandíbula bizarra estava cheia de pequenos dentinhos formando uma espécie de lixa que o animal teria usado para raspar ou amassar algum alimento de difícil digestão (plantas, algas, pequenos invertebrados com carapaça ou tudo isso). +
ficou claro que as esquisitices não eram resultado de algum tipo de deformação por processos geológicos mas características reais desta nova espécie. A palavra "Tanyka", em guaraní, significa "mandíbula" (a única parte do corpo que conhecemos) e "amnicola" significa "habitante do rio" em grego +
Temos já 9 mandíbulas de Tanyka amnicola, tanto do Piauí (Nazária) quanto do Maranhão, incluíndo duas bem completas, uma encontrada em Timon-MA, e a melhor preservada de todas, no Riacho Pedra de Fogo no Maranhão. Só após termos esta quantidade de material, incluindo fósseis muito bem preservados +
De lá pra cá vínhamos encontrando outras mandíbulas incompletas desta espécie, sem entender muito bem o que ela era. As mandíbulas são notoriamente "tortas", com dentes orientados "pra fora", o que sempre nos causou estranheza. +
Tanyka amnicola é um tetrápode basal. Ele representa uma linhagem que vem desde o início do Carbonífero e que não é próxima dos anfíbios encontrados nos períodos Permiano ou Triássico (os Temnospondyli). Em outras palavras, Tanyka é uma relíquia carbonífera. +
#FossilFriday com uma nova espécie de anfíbio fóssil. Saudemos a Tanyka amnicola! + @jdpardo.bsky.social @vitor-silva.bsky.social
O primeiro maxilar de "pelicossauro" encontrado na América do Sul. #FossilFriday
O 2º osso é uma vértebra incompleta de um animal evidentemente maior, com uns 3-4m de comprimento. Não temos informação suficiente para identificar a espécie, pois o espinho neural não se preservou. É a parte da vértebra que forma a "vela" e que ajuda a diferenciar as espécies. +
que é o grupo de pelicossauros carnívoros no qual temos alguns gêneros bem conhecidos como Sphenacodon e Dimetrodon. Estes eram os predadores de topo nos ecossistemas terrestres do início do Permiano. a maxila pertencia a um animal de uns 2m de comprimento +