Paulo Fehlauer
@fehla
⫸ Escritor, fotógrafo, jornalista de dados. Autor do romance 'Extremo Oeste' — prêmios Jabuti (escritor estreante, 2023) e Cepe (melhor romance, 2021).
O Pacífico também mudou depressa. A região Niño 3.4 começou o ano 0,7 °C abaixo da normal e chegou, em 22 de julho, a 2,2 °C acima. 3/5
Até 25 de julho, o Rio Grande do Sul tinha o sexto julho mais chuvoso desde 2001. Ao mesmo tempo, registrava o sexto início de ano mais seco da série. As duas posições parecem incompatíveis, mas cabem no mesmo gráfico. 1/5
El Niño ainda está longe do pico, mas já entrou no calendário agrícola e nas projeções para o IPCA. Antes de aparecer no supermercado, o fenômeno já altera decisões de plantio, estoques e preços. Mirante desta semana: buff.ly/9TY8BBA
O calor extremo já entrou nos testes de estresse de bancos europeus. É a passagem da previsão do tempo para os balanços: temperatura convertida em exposição de crédito e ativos. O sinal está no Mirante, junto com El Niño e infraestrutura de IA: buff.ly/BeIunz7
Olhei também para os 10% de horas mais abafadas do verão em oito capitais, de 1976 a 2025. Todas mostram tendência de aumento. Belém tem a linha mais íngreme: 3,3 °C entre o início e o fim da tendência estimada.
Eu sabia que a mesma temperatura medida em Belém e em Brasília podem ser sentidas de formas bem diferentes, mas nunca tinha quantificado essa distância. Fui atrás da umidade — e do que ela muda na relação entre o termômetro e o corpo.
No primeiro dia da Copa, perguntei se 2026 poderia ser “a Copa mais quente da história”. Com a fase de grupos encerrada, comparei os 72 jogos com a média recente para cada cidade, data e horário. Resultado: quase na média. Mas com extremos de −6,7 °C a +12,9 °C.
No Mirante de hoje: calor extremo na Europa, El Niño nas projeções de safra e inflação no Brasil, e São Paulo tentando sinalizar alagamentos sem resolver a rota de fuga. buff.ly/8H3vftU
Mas o ranking esconde o que importa: onde o calor está. As sedes mais quentes de 2026 têm teto e climatização; é nas abertas, como Miami e Monterrey, que o calor pega quem está de fora.
2026 será a Copa mais quente da história? Pra responder, montei uma base jogo a jogo: 964 partidas desde 1930, com a temperatura estimada no entorno de cada estádio (reanálise ERA5). Pela mediana, 1994 ainda lidera.
O histórico de eventos fortes desde 1981 mostra um padrão reconhecível no Brasil: Sul mais úmido; Centro, Norte e Nordeste tendendo ao seco. Mas cada evento tem geografia própria.
O CPC/NOAA projeta uma inclinação progressiva até o fim do ano. Em abr-mai-jun, 84% da probabilidade ainda está em neutro. Em out-nov-dez, 65% aparece nas faixas forte ou muito forte. Essa inclinação importa, mas não é um destino, muito menos garantia de catástrofe.
Preparando a primeira edição da Limiar, minha nova newsletter sobre dados e clima. O ponto de partida são os alertas de um "El Niño Godzilla" que têm aparecido no noticiário. A pergunta de amanhã: o que exatamente se prevê hoje, e que efeitos os eventos fortes do passado causaram no Brasil?
Melhor uso da geração de voz por IA no jornalismo que conheci até agora, mkay? buff.ly/O09IHDV
Como bom "bicho do Paraná", me alegra poder conversar com leitoras e leitores conterrâneos. Fica o convite para quem estiver em Toledo e região neste sábado: às 19h estarei na 4a. FLIT conversando sobre meu romance "Extremo Oeste", que se passanas barrancas das Sete Quedas.
Este sábado estarei em Toledo - PR, na programação da 4a. FLIT, para conversar sobre o processo de criação de Extremo Oeste, romance vencedor do Jabuti em 2023. Me alegra muito poder apresentar o livro na região em que cresci e que deu origem à história. buff.ly/P0z8iDc
My newsletter is out now: A deep dive into 'Past Lives' and what its silences reveal about our relationship with technology and each other. buff.ly/rDjPUvA
O site oficial covid . gov, que costumava reunir informações úteis ao cidadão dos EUA, agora redireciona para uma página (também oficial) que propaga uma teoria da conspiração.
Some connections exist in the spaces between words. This moment from 'Past Lives' captures the essence of what I explore in this week's newsletter - how silence can speak volumes. buff.ly/rDjPUvA
In our rush to optimize every second, what might we be losing? My latest newsletter explores the powerful silences in 'Past Lives' and why friction in human connections matters. buff.ly/rDjPUvA
O que um filme coreano sobre amores não vividos pode nos ensinar sobre atenção e presença na era digital? Na nova edição da minha newsletter, Allegro con brio: 'Mil vidas passadas em cinco silêncios'. buff.ly/fQBdwK0
Terça-feira defendi a minha tese de Doutorado em Teoria e História Literária na Unicamp. Quando a tese estiver disponível no repositório, divulgo por aqui.
How a legendary Brazilian samba musician taught me more about time management than any productivity app ever could. New Fallimàgini newsletter edition out now 🎵⏱️ buff.ly/mfDBafF
Que tal ouvir Cid Moreira narrando a sua newsletter? O app “Eleven Reader” agora inclui o lendário locutor entre as suas “vozes icônicas” — que incluem também Maya Angelou, John Wayne e Deepak Chopra. É só adicionar o link que quiser ouvir e escolher a voz do homem.
"O pensamento científico explora e redesenha o mundo, oferece-nos imagens dele que pouco a pouco ficam melhores, ensina-nos a pensá-lo de maneira mais eficaz. A ciência é uma exploração contínua das formas de pensamento." - Marcelo Gleiser
"In a world full of people who seem to know everything, passionately, based on little information, what a relief it is to be in the company of someone confident enough to remain uncertain." — George Saunders on Chekhov, quoted in my newsletter.
"O que torna uma criação verdadeiramente significativa não é apenas sua composição formal, mas a história por trás dela. Uma criação simplesmente gerada por IA é uma criação sem história. Um prompt não é uma história." Nova edição da minha newsletter, Allegro con brio: buff.ly/ufNVksI