Fabian Figueiredo
@fabianfigueiredo
Sociólogo.
Mais de mil milhões por fragata. A Itália pagou 750 milhões pelas mesmas, 95% iguais segundo o Governo. A fatura desses 5% não existe. Assinaram dois dias antes de criar a comissão que devia fiscalizar. Não é cheque de Bruxelas: é dívida nossa, paga por quem não tem casa nem médico.
Preto no branco, em resposta oficial: a promessa do ministro Fernando Alexandre de indemnizar as famílias NÃO EXISTE. Sem verba. Sem procedimento. Sem nada. As Finanças chamam-lhe "alegado compromisso". O nome certo é outro: mentira. Demissão e Comissão de Inquérito.
Chapas de matrícula num canil desde 2004; Carros apreendidos em cavalariças; 311 milhões em bens sob gestão renderam 3 aos cofres públicos. O escândalo não é confiscar, é desperdiçar. Propus no Parlamento uma avaliação nacional. Cada € tirado ao crime deve servir o país.
Em junho, o Governo garantiu: com a PSU ninguém perde. Hoje anunciou o valor. Um desempregado com família passa de 537€ para 349€. Menos 188€ por mês. Uma família monoparental, de 430€ para 349€. Um idoso pobre, de 308€ para 269€. Prometeram que ninguém perdia. Mentiram.
6af: "hoje terminam os pedidos" 8900, sinal de "confiança". 2af: 15 mil "é natural". Hoje: +20 mil, triplo de 2025, meio milhão de € depositado pelas famílias a 25€ cada. Ano letivo do secundário adiado porque os professores estão exaustos. Natural é já ninguém acreditar.
Fevereiro: o Governo aprova os Estatutos da UC, que dizem que as Repúblicas "são apoiadas pela Universidade". Julho: o mesmo Ministério autoriza o despejo da Baco e das Marias do Loureiro. O Estado, que devia protegê-las, é o senhorio que as quer na rua. Levámos o caso à AR ⤵️
Eleição a 13 de maio. Homologação por fazer, sem prazo ou justificação. É inaceitável que uma universidade fique em gestão porque um órgão decidiu não decidir. Pedimos explicações e requeremos toda a documentação. Quando a inércia dura tanto, passa a parecer veto de gaveta.
Porque mente Fernando Alexandre sobre a BLAT? O ministro da Educação mentiu sobre a empresa responsável pela plataforma dos exames e acaba desmentido pelo seu próprio secretário de Estado. Nunca vi caos igual.
Ontem, no Parlamento: "O Governo não tem relatório nenhum." Horas depois: 3 coordenadores do Júri de Exames demitiram-se há um ano após avisarem, por escrito, em relatórios que o secretário de Estado PEDIU, das falhas que rebentaram agora. Não foi só incompetência. Foi encobrimento. CPI já.
12 603 notas erradas a Física e Química. Agora, Geografia A. 1400 "suspensos" na sexta. O ministro chama-lhe "esporádico" e mantém os 25€ por reapreciação de prova. Quando o Governo erra e manda o aluno pagar, já não é só incompetência, é cinismo. Comissão de Inquérito.
Quem presidiu ao Júri Nacional de Exames confirma: o ministro avançou com a correção digital de 300 mil provas sem avaliar o piloto que já tinha falhado. Não foi azar, foi decisão. Fernando Alexandre só tem um caminho: demitir-se. O Parlamento só tem um: aprovar a CPI do Bloco.
"Não é problema do ministro", diz o ministro que falhou 4 prazos, chamou falsas às denúncias dos professores e imprudentes aos pais. Se as notas saírem 6af é graças a quem corrigiu de madrugada, de graça. O caos é todo dele. A demissão também devia ser. O país precisa de uma CPI.
O bom senso e o rigor recomendam novo adiamento. O Ministério da Educação quer evitá-lo à conta dos professores, que Montenegro hoje insultou e sobre quem despeja centenas de novas perguntas. Uma única professora recebeu hoje, às 19h30, 70 respostas de Português para avaliar.
Há certificações que caducam. A de Pedro Frazão como mentiroso acaba de ser renovada pelos tribunais.
Fernando Alexandre adiou outra vez o prazo da classificação. O prazo de hoje era o prazo que já tinha sido adiado uma vez. Foi adiado outra vez. O ministro garantiu na RTP, a 7 de julho, que "não haverá nova prorrogação". Como sempre, a garantia durou menos do que o problema.
Uma árvore à tua janela. Sombra na tua rua. Um jardim a cinco minutos de casa. Hoje apresentámos a proposta: 30% de árvores em cada bairro e um espaço verde a 300m de cada casa, até 2035.
A plataforma do IGEFE, onde se faz a recuperação do tempo de serviço dos professores e a validação de dados, também não está a funcionar. A terceira tranche foi paga a 1 de julho, mas a plataforma está fora de serviço.
O Governo diz que nunca mandou avaliar respostas incompletas e chama mentirosos aos professores. Quem mente, para variar, é o ministério de Fernando Alexandre: lançou o caos, agrava-o todos os dias e é incapaz de ser honesto sobre o processo. CPI e demissão.Aqui estão as provas:
A Lusa não tem informáticos? Não tem técnicos? Não tem, numa casa que faz chegar notícias ao país inteiro há 40 anos, quem consiga enviar uma newsletter? Tem. O que não tinha era uma empresa de dois militantes do PSD a receber 63.490€ + IVA. Agora já tem.
Desejo ao primeiro-ministro boa recuperação do jet lag e dos concertos do NOS Alive. Recuperado, sugiro-lhe duas moradas: o Ministério da Educação, onde os exames estão no caos, e Almada, onde o povo está sem água. É que ser primeiro-ministro é, no fundo, governar, não é turismo.
Isto não é uma polémica de época: é a confiança pública no Estado. E é por isso que a responsabilidade tem nome. Não foi o software. Foi quem decidiu, avisado, contra o mais elementar bom senso. Chama-se a isto, com rigor, imprudência. Hoje, no Público.
Já não somos nós que fazemos o caso pela Comissão de Inquérito, é o próprio caos, todos os dias.
Está admitida. A CPI ao caos dos exames. Quem decidiu generalizar um sistema que já tinha falhado? Quem escondeu a empresa da plataforma? Quem ignorou os avisos? Quem votar contra o apuramento de responsabilidades escolhe proteger a incompetência. Que cada partido assuma o seu lado.
Levas a tua garrafa para um concerto. Na porta, mandam-te deitá-la fora. Lá dentro, a 40°C, vendem-ta a 5€. Isto tem de mudar. Propomos: em festivais, concertos ou eventos com +300 pessoas, entras com a tua garrafa e tens água de graça. Lucrar com a tua sede? Por nós, não.
Ontem o ministro garantiu: erros ultrapassados, prazos cumprem-se. Hoje: professores convocados há uma semana sem um único item para corrigir, outros sem conseguir entrar, e a plataforma anuncia nova paragem à meia-noite.As garantias de Fernando Alexandre não aguentam 24 horas.
Se Luís Montenegro é o amuleto da sorte, percebe-se melhor porque nada neste governo funciona.
Nem os alunos têm as suas notas a tempo, nem os professores conseguem fazer o seu trabalho em condições. O ministro da Educação deve mais do que desculpas, deve muitas explicações. A Comissão de Inquérito ao caos no Exames Nacionais é indispensável.
Descobrir se a tua nota foi vítima do caos dos exames custa 3€ + 25€ (por exame!) As falhas são do Governo, a conta é das famílias? Exigimos a isenção destes custos já. Nenhum aluno pode ficar para trás por motivos económicos.