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Centro de Pesquisa em Macroeconomia das Desigualdades | FEA-USP
Se concentrarmos nossa comparação entre mulheres e homens de um mesmo nível de escolaridade, o gap salarial chegaria a 27,4%.
O gap salarial de gênero aparenta diferenças modestas nos setores da TSB, mas isso se deve por uma concentração de mulheres em setores específicos e com alta escolaridade. Ele aumentaria de 2,9% para 6,5% se as mulheres estivessem distribuídas de modo homogêneo entre os setores.
A TSB identifica 240 atividades estratégicas para a transição. Elas empregam 17% dos trabalhadores formais do Brasil.
Estudo do Made aponta que há um desafio estrutural: no Brasil, setores estratégicos para reduzir emissões geram poucos empregos, a maioria masculinos. 98,5% das emissões vêm de setores que concentram apenas 19,6% dos empregos, como agricultura e pecuária.
O Indicador Made é um termômetro de recessão com base nos índices de desemprego e pode ajudar a antecipar decisões estratégicas de política econômica. Quer saber mais? Acesse em madeusp.com.br/publicacoes/...
O Brasil vive hoje o mais longo período sem recessão da série histórica. Desde ago/2021 o indicador não dispara — reflexo da menor taxa de desemprego já registrada na série. Foram identificadas 16 recessões desde 1980. A mais longa entre dez/2014 e nov/2017.
Com autoria de @isabellamweber.bsky.social, Jesus Lara Jauregui, Lucas Teixeira e a codiretora do Made Luiza Nassif Pires, "Inflation in Times of Overlapping Emergencies: Systemically Significant Prices from an Input–Output Perspective" venceu o Christopher Freeman and Richard R. Nelson Prize 2025.
A codiretora do Made Luiza Nassif conversou com a Rádio USP sobre a série de estudos do Made que compila experiências de política econômicas com enfoque feminista na América Latina. Leia em jornal.usp.br/noticias/est...
Quem cuida de quem cuida? Como pensar cidades cuidadoras? Essas são as questões que serão debatidas na mesa que conta com a codiretora do Made Luiza Nassif Pires no encontro “Mulheres: futuros possíveis, futuros sonhados”, que ocorre nesse sábado (30/5) na Casa de Cultura do Parque, em São Paulo.
O aumento do gasto em infraestrutura social, como educação e saúde públicas, cria mais empregos para mulheres (especialmente negras), em comparação com a dedução de impostos que estimula a criação de empregos ocupados por homens brancos.
Enquanto os incentivos fiscais beneficiam os 20% mais ricos da população, a provisão direta de serviços públicos impacta mais os 30% mais pobres. Além disso, a provisão direta de serviços públicos de cuidado cria 55% mais emprego que a ampliação das deduções de imposto de renda.
Bancos privados tradicionais lideraram o ranking de volume renegociado, seguidos por bancos públicos. Fintechs chamam atenção pela composição deste volume, concentrada na Faixa 1.
Houve assimetria entre número de operações e volume financeiro: a Faixa 1 (baixa renda) responde por 75,8% das operações e apenas 28,3% do volume financeiro. Os Pequenos Negócios, por 2,6% das operações e 40,7% do volume total, refletindo o valor superior de dívidas empresariais.
Percebe-se forte concentração geográfica das renegociações nos estados mais populosos, em especial São Paulo, que concentrou sozinho cerca de 32% do volume total renegociado.
Os resultados indicam que as taxas de inadimplência começaram a recuar antes mesmo do início do período de vigência do programa e voltaram a crescer imediatamente após o encerramento dos seus desembolsos.
A codiretora do Made, Luiza Nassif, falou ao Jornal da USP sobre a análise de dados aprimorados de uso do tempo, elaborados a partir da PNAD 2019, que deu origem à NPE 085 - “Escala 7 x 0: a jornada que não acaba para as mulheres brasileiras”: jornal.usp.br/atualidades/...
No dia 27 de março, a FEA-USP recebe a oficina “Rumo ao Trabalho Decente no Cuidado: Diagnóstico e Desafios Estruturais”. 🔗 Inscrições (vagas limitadas): bit.ly/oficina_cuid... 📺 A abertura terá transmissão no YouTube do Made: youtube.com/channel/UCBY...
Nossas estimativas sugerem que os produtores têm maior probabilidade de repassar perdas de valores cambiais do que ganhos para os preços finais: depreciações de 1pp pressionam a inflação de alimentos, em média, em 0,02pp, enquanto apreciações de 1pp não impactam estatisticamente.
A inércia inflacionária tem papel preponderante na determinação da inflação de alimentos. Um aumento de 1pp na inflação de alimentos hoje está associado a um aumento de 0,9pp na inflação de alimentos esperada para o próximo mês.
Para as mulheres, salários mais altos levam a reduções da jornada não remunerada. Observando as mulheres da base da distribuição percebemos um ciclo de pobreza: as longas jornadas de cuidado são incompatíveis com trabalho remunerado em tempo integral, limitando o acesso a renda.
Novo estudo do Made mostra que, considerando o trabalho não remunerado de cuidado, as mulheres ocupadas no Brasil têm jornada semanal de 58h06min, ou seja, uma jornada diária de 08h18min, 7 dias por semana. A escala é 7x0. Para os homens, a mesma jornada é de 50h18min na semana.
Os dados mostram que mulheres dedicam três horas e meia diárias ao cuidado não remunerado: 2,7 vezes mais tempo do que os homens. Mulheres negras dedicam 25 horas semanais, duas a mais que as brancas. Homens negros e brancos despendem cerca de 9 horas semanais.
No ano passado, o Made completou 5 anos. Esse marco trouxe a oportunidade de fortalecer a rede de pessoas e instituições que contribuem para o sucesso do nosso trabalho, permitindo ampliar as vozes que discutem a problemática da desigualdade brasileira sob diferentes facetas.
O Made também fomentou os debates por meio de uma série de seminários acadêmicos e de um seminário internacional que celebrou seus 5 anos.
Em ano de COP 30 no Brasil, estudos do Made enfatizaram que esforços para a redução nas emissões de carbono podem ser pensados a partir de uma perspectiva distributiva, que discute o papel das políticas ambientais e climáticas na redução das desigualdades.
Os temas do cuidado – como a ampliação da licença-paternidade –, a lacuna de dados com recorte de gênero, as pesquisas sobre uso do tempo e orçamentos sensíveis a gênero pautaram estudos do Made, incluindo informes em colaboração com pesquisadoras latino-americanas.
Ao longo do ano, diversos estudos contribuíram para o debate da reforma do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física, simulando os efeitos de propostas sobre arrecadação e desigualdade.
O Made encerra 2025 tendo contribuído com discussões essenciais para o enfrentamento das desigualdades no Brasil. Produziu estudos e debates sobre pautas como a reforma do IRPF, a licença-paternidade, a política de cuidados e a transição justa para uma economia de baixo carbono.
"Nosso objetivo é reduzir emissões de gases de efeito estufa, mas não queremos impedir que as pessoas que estão na base tenham acesso a certos tipos de consumo", afirma Pedro Marques, codiretor do Made, à @folha.com, em reportagem sobre desigualdade e pegada de carbono na aviação.
Como resultado, quem viaja mais de avião acaba emitindo mais. As emissões com todo o consumo de transportes nos 10% mais pobres são quase 2 vezes menor do que as emissões do 10% mais rico exclusivamente com transporte aéreo.